Iniciativas que trazem resultados
Luciana Santos
Rojane Santos
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Barbara Maiara
Breno Verissimo
Quatro pesquisadoras selecionadas no edital "Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia Social, apresentaram  em um evento online "Gastronomia Social e Cultura Alimentar Cearense", juntamente com seus mentores e mentoras resultados de suas pesquisas em suas comunidades.
 
Do dia 29,30 e 31 de março de 2021 pelo canal da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, aberto ao publico. A coordenadora de Cultura Alimentar e Gastronomia Social Lina Luz, intermediou as apresentações falando do ato da pesquisa e sua importância para sistematização do conhecimento. Também de como foi esse desafio em meio a uma pandemia durante um ano.
 
De quatro territórios do estado Ceará, Aracati, Itapipoca, Itarema e Trairi, as pesquisadoras entre aulas teóricas e praticas com um time de mentores e mentoras que propiciaram formações remotas e presenciais respeitando as medidas de distanciamento social.
 
Acompanhe os resultados preliminares das pesquisas e conheça um pouco mais sobre cada pesquisador:
 
Fontes eletronicas nos endereços
Publicado em 30 de março 2021
Texto Victor Santos
Associação Quilombola do Cumbe
Saberes e Modos de Fazer

Moinhos de ventos/Cataventos

tações de cana feitas em terras secas. Hoje quando voltávamos de tarde, em um canavial trabalhavam 7 ou 8 bombas destas tocadas pelos moinhos. Admira que esta indústria não esteja mais vulgarizada na Província, onde os ventos são quase constantes, principalmente os gerais”. No museu imperial no Rio de Janeiro, há uma aquarela dos moinhos de ventos de 1859. Os moinhos de ventos ficaram conhecido como descoberta tecnológica pra época.

Os primeiros registros da presença dos moinhos de vento no estado do Ceará e território nacional, foram realizados nos sítios e engenhos do Cumbe.  Freire Alemão, chefe da Expedição Científica do Império de passagem pelo Cumbe em1859, fez o seguinte registro: “Uma bomba que tira água dum poço, ao pé da casa de destilo, é toda feita de carnaúba – esteios, travessos e bomba. O corpo da bomba, o êmbolo e válvulas tudo é de pau tosco: mas serve. O que aqui achei curioso é que a bomba é tocada por um moinho de vento. Também estes moinhos tôscos, de carna

úba, servem aqui para aguar as plan-

Curral de Peixe

Armadilha artesanal utilizada para pesca de peixe no rio Jaguaribe. Feito de varas de pau de mangue e fio. Temos também outros apetrechos de pesca artesanal como a tarrafa, landuá, o jereré, linha de vara e mão, rede de arrastar, tapagem de rede, rengalho, etc.

Encantamento dos Morros:Lenda do ElRei Dom Sebastião

Conta a tradição que nos morros do Cumbe está encantado o Rei de Portugal Dom Sebastião. Os nativos do Cumbe contam que após Dom Sebastião ter travado uma batalha com os índios da região, e de tanto sangue ter sido derramado, ele desapareceu misteriosamente. Com o passar dos tempos essa lenda passa a fazer parte do imaginário local onde cada um/uma conta uma versão sobre essa história.

Um dos relatos que me chamou atenção é que um nativo (que ninguém

sabe o nome) andando 12 horas pelas dunas encontra um senhor num cavalo branco, esse senhor não se identifica e fala para ele: tal dia na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim do Cumbe vai ter uma missa, quando o padre estiver elevando, a hóstia e o vinho para ser consagrado e transformado no corpo e sangue de Cristo ele gritasse: Viva El Rei Dom Sebastião’. Essa pessoa não comentou essa história com ninguém, foi para a missa, quando chega esse momento que chamamos de ofertório, quando o padre estava elevando a hóstia e o vinho, ele olha para a porta principal da igreja e ver o cavaleiro que encontrará nas dunas no patamar com uma cavalaria imensa, que o fez desmaiar. Quando veio retornar já tinha terminado a missa. O padre veio conversar sobre o que teria acontecido. Ele conta a história ao padre, que falou: meu filho ainda bem que você não gritou “Viva El Rei Dom Sebastião”, porque se você tivesse gritado ele tinha desencantado e o mundo teria acabado. E até hoje El Rei Dom Sebastião continua encantado nas dunas do Cumbe, além de outras versões que são contadas e recontadas pelos moradores/as do lugar.

TEXTO: João do Cumbe,   Edição; Victor Santos