A ARTE LOCAL

A arte representando a cultura, modo de vida e tradição local da comunidade.

Durante a visita ao Cumbe, é possível agendar visitas às labirinteiras e artesãos locais para vê-los trabalhando. Também se pode ver e comprar o trabalho local na Lojinha do Artesão, dentro do Museu Arqueológico e Comunitário do Cumbe e Canavieiras (MACCC). Além disso, os Calungas do Cumbe, ficarao muito elizes em apresentar seu trabalho aos visitantes interessados.

 

A Arte do Labirinto

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Dona Carmosita

Nascida em Fortim, comunidade vizinha, aprendeu a arte do Labirinto com as irmãs quando tinha ainda 10 anos. Veio pro Cumbe na década de 1960, logo após se casar, numa época que se usava muito linho e bramante e que os compradores de labirinto batiam à porta para comprar a produção das labirinteiras do Cumbe.

Gosta de trabalhar com o bastidor e fazer todo tipo de peça, de panos de prato a toalhas e roupa de cama. O que antigamente era uma profissão, hoje faz por puro prazer. Quem chegar à sua casa, vai sempre encontra-la com a agulha na mão.

Dona Edite

Nascida em Guaigiru, interior de Fortim, chegou ao Cumbe em 1972 logo após se casar com um morador local. Aprendeu a arte do Labirinto ainda aos 6 anos de idade para ajudar a mãe. Sempre gostou de fazer as peças grandes, como cochas de casal e toalhas de mesa de mais de 5 metros. Hoje, por conta da diferente demanda, faz muitas peças de roupas, panos de prato e centros de mesa.

Desde pequena, esta é sua profissão e grande paixão. Diz que quando esta trabalhando sente um sentimento tão bom que nem consegue descrever: -“ vem de dentro de mim, quanto mais eu faço, mais eu gosto. Sem o Labirinto, eu não sou ninguém”.

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O Artesanato

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Alonso Ribeiro

Nascido no Cumbe, Alonso aprendeu a fazer artesanato com o pai, Mestre Cheirinho, e desde os 12 anos se dedica à artesania. Também faz parte, junto com o pai,  do tradicional grupo de fantoches Calungas do Cumbe (também conhecido como “mamulengo” ou “Casimira Coco”), onde produz seus próprios bonecos.

Gosta de trabalhar com coco, talos de carnaúba e todo tipo de material que pode ser recolhido nas dunas e reaproveitado, não gerando a necessidade de cortar matérias novas. Gosta muito de produzir animais, especialmente pássaros.

Francisco Queiroz

Francisco Queiroz, conhecido como Seu Chico, é como eles mesmo diz: “Nascido, criado, filho natural do Cumbe”. Como todos de sua geração, cresceu trabalhando na pesca e agricultura. A artesania veio um pouco depois, no mesmo momento que viu uma peça de artesanato pela primeira vez. Começou ainda novo fazendo estilingues – enquanto dava forma à madeira começou a imaginar flores e, desde então, nunca mais parou de criar.

Gosta muito recriar os pássaros que vê na região, Carcará, Araras, Jandais, Rolinhas, Juritis, Bem-te-vis e muitos outros.

Como praticamente todos os artesãos da comunidade, também retira material das dunas, como troncos e raízes de madeiras.

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Josiane

Josiane é Natural de Aracati e chegou ao Cumbe há nove anos. Desde então, vem aprendendo a arte do artesanato com o marido, Alonso.

Começou fazendo as roupas para os bonecos dos cata-ventos. Em seguida, começou a se dedicar à pintura, onde se encontrou e desenvolveu grande habilidade.

Também gosta de animais, especialmente, de pinta-los.

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Mestre Cheirinho

Natural do Cumbe, cresceu trabalhando na pesca e agricultura. Ganhou o nome de Mestre por reconhecimento do Iphan como um dos 3 artistas mestres na arte do Casimira Coco (fantoche).

Como artesão, iniciou produzindo os bonecos para suas próprias apresentações. Em seguida, começou a fazer miniaturas dos tradicionais cata-ventos de carnaúba para vender, um de seus itens mais famosos e o seu favorito até hoje. O artesanato faz parte de seu dia a dia ha mais de 30 anos.

Além do material que tira das dunas, gosta de incluir também o que vem da praia, como conchas e até mesmo os objetos trazidos pelas marés de além mar, como garrafas, latas e embalagens diversas.

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Maria de Lourdes

Natali

Filha de Dona Carmosita, Natali nasceu no Cumbe e ganhou da mãe o gosto pela linha e agulha. Fez muito Labirinto ao lado da mãe, mas nunca pegou gosto de verdade. Queria mesmo era usar a maquina de costura. Para aprender, descosturava a própria roupa para refazê-las outra vez. Colcha de cama e lençóis foram suas primeiras peças.

O artesanato veio na sequencia e se tornou sua grande paixão. Pesquisava imagens de bonecas na internet e ficava imaginando como faze-las. Quando sua filha nasceu, ela costurou o enxoval inteiro. Quando as pessoas viram seu trabalho e começaram as fazer encomendas. Desde então, nunca mais parou.

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Os Calungas do Cumbe

Tradição de apresentar teatro de bonecos nas casas. A partir de um trabalho realizado pela Escola local, no ano de 2001, formou-se na Comunidade do Cumbe o grupo "Calungas do Cumbe”, formado por jovens estudantes, onde participavam os fundadores Fabiano Gonzaga, Alonso, Anízio, Adilton, além de outros jovens da comunidade.

O teatro é composto por uma empanada, onde contracenam os personagens/bonecos: Cassimiro Coco, Baltazar, Obá, João Redondo, Creusa, além de outros. Durante a apresentação temos parte musicalizada, onde o Juca Cipó toca bateria e o Chico do Fole toca sanfona. Durante a apresentação alguns personagens/bonecos, interagem com o público. O ponto alto da apresentação são as histórias que narram um pouco da memória da comunidade do Cumbe.

Todos os bonecos são construídos artesanalmente, utilizando material natural encontrado na natureza como coco, carnaubeira, hortença, imburana e mulungu.

Associação Quilombola do Cumbe - Comunidade do Cumbe, Aracati, Ceará.

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